O estudo Contribuição das Unidades de Conservação para a Economia Nacional contribui para consolidar a visão econômica ao estimar os valores dos bens e serviços associados às unidades de conservação no campo do extrativismo e pesca; turismo e uso público; carbono florestal; recursos hídricos e solos; e geração de receitas tributárias municipais. A pesquisa foi coordenada pelo Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), Ministério do Meio Ambiente e Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), com apoio da Embaixada Britânica e da Cooperação Técnica Alemã (GIZ).As Unidades de Conservação assumem papel relevante na economia brasileira. O desafio é fazer com que estas áreas protegidas sejam compreendidas pela sociedade e gestores públicos como ferramentas de desenvolvimento socioeconômico e de conservação da biodiversidade.

Segundo os autores, as principais conclusões da investigação foram:
A produção de borracha nas onze reservas extrativistas identificadas como produtoras resulta em 16 milhões de reais anuais.
A produção de castanha-do-pará, das dezessete reservas extrativistas analisadas, tem potencial para gerar 39,2 milhões de reais anualmente.
O potencial das visitações nos 67 Parques Nacionais existentes no Brasil é 1,8 bilhão de reais por ano.
O valor estimado das emissões de carbono evitadas pela criação e manutenção das unidades de conservação no Brasil é de 96 bilhões de reais.
As unidades de conservação representaram uma receita de 402,7 milhões de reais repassada em 2009 para municípios brasileiros por meio do ICMS Ecológico.
Em relação à água, 80% da energia proveniente de hidrelétricas no país contam com pelo menos um curso d’água protegido, que passa ou se origina em uma unidade de conservação.